Acompanhe as edições do Onda Cidadã nas seguintes cidades:

  • Rio de Janeiro
  • São Paulo 2006
  • São Paulo 2003
  • São Paulo 2004
  • Bauru
  •  

    voltar

    Filme “Uma onda no ar” encerra primeiro dia do seminário

    Por Terlânia Bruno

    Sessão especial do filme Uma onda no ar encerrou as atividades do primeiro dia do seminário Onda Cidadã: Radiodifusão, Cultura e Educação. O diretor do filme, Helvécio Ratton, veio de Belo Horizonte especialmente para a apresentação do longa-metragem aos participantes do Seminário.

    Sucesso desde seu lançamento há um ano, Uma onda no ar foi baseado na história da Rádio Favela, de Belo Horizonte, e conta como um grupo de jovens decidiu criar uma rádio comunitária na favela onde morava, superando todo tipo de dificuldade - da falta de dinheiro a perseguições da polícia. Para alegria de seu diretor, o filme não pára de ser exibido em diversas cidades do País, despertando o interesse principalmente de jovens.

    “Eu me lembro de um debate em Fortaleza numa sala de cinema lotada, sábado pela manhã, e os meninos com os olhos brilhando com vontade de fazer uma coisa semelhante. Eu sinto que o filme funciona um pouco como um exemplo propagador. Ele tem essa chama”, diz Ratton justificando o interesse do público jovem pelo filme.

    Fã do rádio, Ratton acredita que o veículo ainda não é devidamente explorado no Brasil, onde, segundo ele, deveria ser utilizado nas escolas e centros comunitários para as pessoas perceberem como se processa a informação. “Essa idéia de em cada escola uma rádio (referindo-se ao projeto Educom.rádio, exposto na palestra O Rádio como Educomunicador) acho muito bacana. Acho que essa meninada toda devia poder fazer rádio. Uma coisa que o filme mostra é o quanto é fácil botar uma rádio no ar com equipamentos baratos e pequenos e passar a sua mensagem”.

    Ratton disse ainda ter a esperança de que, através de uma nova postura do governo em relação às rádios comunitárias, em breve possa ver o surgimento de milhares de emissoras comunitárias em todo o País. “Espero que o governo consiga ter uma posição de independência em relação aos grandes grupos de comunicação e entenda definitivamente que é preciso abrir espaço para as rádios comunitárias e legalizar essas rádios”.