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    Vamos pensar o rádio daqui para frente

    Por Wellington Costa

    “Foi uma satisfação muito grande ter ouvido aqui muita coisa importante para o desenvolvimento do rádio cidadão. E ao mesmo tempo de ter ficado bem claro que todas as pessoas que estão ligadas nesse tipo de rádio entendem que ela é uma rádio pública, ou seja, é uma rádio que não pertence a ninguém. Ainda que seja uma rádio com um alcance tecnicamente pequeno, que atinja a uma única comunidade, ela não pode pertencer a uma única pessoa, tem que pertencer a toda a comunidade.”, disse Heródoto Barbeiro após ser entrevistado durante o seminário Onda Cidadã.

    Para ele, não só a rádio, mas qualquer veículo de comunicação tem que ser divergente, tem que contemplar o contraditório, para que as pessoas possam falar do seu ponto de vista. “O rádio ou um veículo qualquer só é formador de opinião quando ele é sozinho; quando há muitos e quando as opiniões são bastante divergentes, você transfere para o ouvinte a possibilidade de ele desenvolver seu espírito crítico. E isso não significa meter o pau em tudo, mas deixar de ser o objeto da história e se tornar o senhor da história, o sujeito da história.” E o rádio tem uma grande contribuição para dar nesse sentido.

    “Outra coisa importante desse nosso encontro é que toda vez que você fala em comemorar 80 anos do rádio, 70 anos, 60, as pessoas em vez de olharem para frente olham para trás. Vamos parar com isso, vamos olhar para frente e pensar como o rádio vai estar daqui a 5 anos, como as mídias estarão mais desenvolvidas pelo crescimento tecnológico. Gostaria de convidar vocês que, como eu, vivem desse veículo, vivem nesse veículo, e gostam disso, a pensarmos conjuntamente numa estratégia para o rádio para daqui 5 anos. Como poderemos desenvolver melhor nosso trabalho com o avanço tecnológico”, disse o radialista.