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    Radialistas participantes visitam os estúdios da CBN

    Por Wellington Costa

    Centenas de rádios de diversos lugares do País reunidas no seminário Onda Cidadã , na cidade de São Paulo, discutindo o poder que as rádios possuem para informar e educar. Por que não aproveitar a oportunidade e conhecer de perto o trabalho de umas das principais rádios do Brasil? Essa foi uma das sugestões do Itaú Cultural e da OBORÉ para que os participantes aproveitassem da melhor forma seu tempo livre. Dez deles aceitaram e foram até a rádio CBN na tarde de terça-feira.

    O tour, acompanhado pela equipe do Onda Cidadã , começou pela parte que mais interessa, o estúdio, onde ‘no ar' o âncora Adalberto Piotto comentava as últimas notícias e mal teve tempo de conversar com os visitantes. Mas a equipe de produção deu toda a atenção necessária: apresentou o funcionamento da mesa de controle explicando cuidadosamente todos os passos que devem seguir para não confundir o apresentador e comprometer a transmissão.

    Em seguida, os visitantes foram conhecer o estúdio de onde é apresentada a Rádio Globo, mas como ela funciona em Rede com outras cidades, no momento, o programa é gerado dos estúdios no Rio de Janeiro. Sobrou espaço, então, para nossos amigos se sentirem “em casa”. Com o microfone, puderam rapidamente “brincar” como se estivesse transmitindo um programa.

    Terminada a visita ao estúdio, passamos para a redação para conferir como as matérias são apuradas pela equipe da rádio. Ao chegar, puderam rever Heródoto Barbeiro, diretor regional da rede, que já havia feito uma palestra no Itaú Cultural no dia anterior, na segunda (22/9), durante o seminário.

    A principal dúvida dos radialistas visitantes era como a equipe driblava as possíveis “barrigadas” – termo usado para identificar uma notícia incorreta que foi ao ar. “Casos é o que não faltam das vezes que, se não houvéssemos checado com cautela a informação, teríamos mal informado nosso ouvintes”, contou o chefe de redação.

    Após a conversa na redação, a turma deu uma passada pela parte técnica da emissora e pôde conhecer os equipamentos usados para receber as matérias das rádios da rede, abrir links externos e gravar entrevistas pelo telefone. “Os nossos equipamentos são menores e conseguimos fazer as mesmas funções”, ressaltou Ronaldo Lima, da rádio Capital Agreste, Itabaiana (SE), uma das participantes do Seminário. “Certamente é possível fazer rádio com equipamento menor e ter a mesma qualidade, a única diferença é o volume de material que chega aqui”, comentou um técnico.

    De passagem pela redação novamente, chegou a hora de encontrar o pessoal do Esporte. José Paulo Martins e Oscar Ulisses estavam se preparando para fazer o programa Globo Esportivo, mas puderam bater um papo com a turma que estava de visita. “É muito legal receber as pessoas que fazem rádio aqui, principalmente do interior de São Paulo. Me faz lembrar quando comecei minha carreira”, disse Ulisses. “É bom saber, assim a gente pode vir mais vezes aprender com vocês”, lembrou Rivaldo Gomes, da rádio Gomes FM, Avanhandava (SP).

    Com o fim da visita, os participantes do Seminário retornam ao Itaú Cultural para acompanhar a gravação do programa Guerrilha. “Conhecer a Radio CBN foi uma experiência muito rica” comentou, satisfeito, o radialista João Vieira da rádio Eldorado de Penápoles (SP).