Cinema e Jornalismo discute fotografia, linguagem e produção de documentário

Nas últimas semanas, os participantes do curso Cinema e Jornalismo: Luzes sobre São Paulo realizaram duas oficinas técnicas de documentário com o professor e coordenador de oficinas de documentário, da Nóis no Doc (do É Nóis na Fita), João Bley.
João Bley é formado em Audiovisual pela ECA-USP, com atuação em documentários e projetos de produção independente. No É Nóis na Fita, atua há sete anos como professor e coordenador das oficinas de documentário Nóis no Doc, onde acompanha o desenvolvimento e a realização de curtas-metragens documentais premiados em festivais como Visões Periféricas e Kinoforum.
Também foi roteirista e co-diretor do curta-metragem Olho por Olho, Fake por Fake, um doc/fic produzido pelo Canal Futura, que aborda os impactos das redes sociais nas relações familiares. É criador dos Obituários da Wandona, uma série de comédia para TikTok com mais de 3 milhões de views. Ainda, como roteirista, participou de projetos como Terapia em Família, da produtora Olhar Imaginário, e As Five, da Globoplay.
As oficinas abordaram:
Oficina 1: Foto, som, edição, linguagem na prática
Dia 25 de fevereiro, das 19h às 21h
Conceitos de fotografia (composição, exposição, balanço de branco, FPS, codecs) em uma captação com celular; Um panorama sobre iluminação: exemplos de equipamentos e luzes práticas; Conceitos básicos de captação de som (formato de captação, nível de decibéis, frequência de gravação), e aplicação dos conceitos para equipamentos simples; O básico sobre edição: softwares gratuitos, bancos de trilhas gratuitas, organização do material em pastas.
Oficina 2: Entrevista e Produção, o beabá
Dia 4 de março, das 19h às 21h
Uma análise da situação de entrevista: como captar com a câmera, enquadramentos possíveis, iluminação de três pontos; Som: eixo de captação do microfone, equipamentos para evitar ruídos; Como se portar em uma entrevista: qual a relação do entrevistador com o entrevistado a partir de uma análise de uma cena de ‘Cabra marcado para morrer’; Dicas de diferentes cineastas sobre o ato de entrevistar. O beabá da produção: análise técnica de um roteiro, ordem do dia, orçamento.
Nova etapa
Após as conferências de imprensa e entrevistas coletivas com os convidados do curso, os participantes se dividiram em grupos de até 4 pessoas para a realização do trabalho prático: um videodocumentário com temas relacionados à cidade de São Paulo.
Nesta nova fase, já imbuídos do repertório trazido pelos palestrantes especialistas, eles se desafiam a organizar e produzir a peça de maneira autônoma, guiados pelos moderadores do curso, os jornalistas Oswaldo Colibri Vitta e Luana Copini.
No dia 15 de abril os trabalhos deverão ser entregues e avaliados pela coordenação do projeto. Depois, as novas etapas consistem em participação no Programa Repórter do Futuro, da Rede Câmara, registro e memória do projeto pelo e-book do curso e exibição pública na Mostra Click de videorreportagens e documentários do Projeto Repórter do Futuro.
Sobre o módulo Cinema e Jornalismo
Neste projeto, em sua quinta edição, a proposta é jogar luz sobre as muitas questões que envolvem a vida cotidiana em São Paulo com a ajuda de obras audiovisuais e documentários produzidos e disponíveis na plataforma da SPCine para, em seguida, discutir novas pautas e incentivar novas produções e narrativas jornalísticas e audiovisuais.
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