Rádio Comunitária na Construção da Cidadania

Apresentador(a) : Cicilia Peruzzo

do Pool/Oboré
João Paulo Charleaux


O maior desafio para as rádios comunitárias é, de fato, ser comunitária. O que a semântica faz parecer simples, a prática mostra que é uma das coisas mais difíceis. Apesar do nome “comunitária”, muitas emissoras ainda tem dificuldade em dar espaço a todos os membros de sua comunidade.

Para a professora da pós-graduação em Comunicação Social da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo) e presidente da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), Cicilia Peruzzo, o caminho da teoria à prática é rico em obstáculos.

“É preciso muito didatismo, muita pedagoia e persistência para tornar a participação comprometida numa prática corrente entre as rádios”, diz Cicilia.

Ela lembra que é comum ouvir rádios onde se diz que os ouvintes de fato participam, escolhendo músicas e influenciando em parte da programação. Na opinião da professora, no entanto, a verdadeira definição da participação está em descobrir quem tem o poder de decisão em uma rádio.

“É um dilema recorrente, esse da participação da audiência x poder de decisão. E isso acontece não só nas comerciais, mas também nas comunitárias”, alerta a professora.

Um indicador evidente da participação dos ouvintes, é o sentimento de posse. “Quando o povo acha que tem a rádio, que aquilo lhe pertence, o povo defende a emissora, porque é ela quem defende a comunidade.”



   


  • Dia : 24/10/2000
  • Início : 15:30     Fim : 16:00
  • Tema : Rádio Comunitária na Construção da Cidadania
  • Apresentador : Cicilia Peruzzo


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