| Rede de Comunicadores pela Educação |
| Oficina: São Paulo - Data: 29 de maio |
| Lista de presença |
| Participantes |
Emissora / Entidade |
Município de origem |
| Adriel Almeida Ferreira |
Rádio Heliópolis |
São Paulo |
| Alexandro Fernando da Silva |
Projeto Arco Íris |
São Paulo |
| Anderson de Morais Santos |
Rádio Alitaví |
São Paulo |
| Antonio Gonçalves de Andrade |
Associação Torre Forte FM |
Suzano |
| Antonio José Laureano de Souza |
Rádio Murialdo |
São Paulo |
| Carlos Cezar Silva Damasceno |
Rádio Campo Limpo FM |
São Paulo |
| Carlos Henrique Rodrigues dos Santos |
Rádio Catedral FM |
São Paulo |
| Cilto José Rosembach |
Associação Cantareira |
São Paulo |
| Cleonice Dias Pereira |
Rádio Campo Limpo FM |
São Paulo |
| Dagmar dos Santos Matheus |
Projeto Arco Íris |
São Paulo |
| Dilson Sinatra |
Rádio Guadalupe |
Osasco |
| Edgar Gandarillas |
Latina Sat |
São Paulo |
| Eliane Cristina Albino |
Representando Nuno Mendes |
Jundiaí |
| Fernando Mancio Torres Auerbach |
Convidado pelo Heródoto |
Moji das Cruzes |
| Flávia Pierry |
Rádio Gazeta AM |
São Paulo |
| Geronino Barbosa de Souza |
Rádio Heliópolis |
São Paulo |
| Grayce de Melo Marques |
EMEF Pres Campos Sales |
São Paulo |
| Helison Amadei de Barros |
Rádio Conexão FM |
São Paulo |
| Isis Lima Soares |
Projeto Cala-boca já morreu |
São Paulo |
| Jesuíno Paula Martins |
Rádio Elite FM |
São Paulo |
| Joel Aparecido Góes dos Santos |
Instituto Casa da Gente |
Carapicuíba |
| José Alves de Oliveira |
Educativa FM 93,3 |
São Paulo |
| José Paulo Gatti |
Rádio Educativa Claretiana |
Batatais |
| José Serafim da Silva |
Nova Shalom FM |
São Paulo |
| Josmar Tadeu Inácio |
Pastoral do Migrantes |
São Paulo |
| Juçara Terezinha Zottis |
Rádio Amizade |
São Paulo |
| Julia Lucia Oliveira A Silva |
Professora Universitária |
São Paulo |
| Juraci Bispo dos Santos |
Rádio Voz do Desafio |
Suzano |
| Leonardo Santos da Cruz |
EMEF Pres Campos Sales |
São Paulo |
| Luiz Carlos Gonçalves da Silva |
Rádio Estrela FM |
Jaguariúna |
| Luiz Gomes Alves |
Rádio Filadélfia FM |
São Paulo |
| Mara Lúcia Nápoles |
EMEF Pres Campos Sales |
São Paulo |
| Maria de Fátima Ferreira C de Barros |
Rádio Conexão FM |
São Paulo |
| Maria de Fátima Lomi |
EMEF Capistrano de Abreu |
São Paulo |
| Maria Eli Moura da Silva |
Rádio Guarujá Paulista |
Guarujá |
| Maria Inês Amarante |
Rádio dos Satyros |
São Paulo |
| Mariana Manfredi Magalhães |
Projeto Cala-boca já morreu |
São Paulo |
| Marlene Maria de Lima |
Stereo Sul |
São Paulo |
| Michelle Prazeres Cunha |
Ação Educativa |
São Paulo |
| Milton José da Silva |
Miljsatation.com |
São Paulo |
| Raquel Simões dos Santos |
Rádio Aparecida |
Aparecida |
| Regina Célia Galeão Coutinho Galante |
Associação Cristã Cultural Life |
Santos |
| Rejane da Silva Teixeira Martins |
Rádio Elite FM |
São Paulo |
| Renata Albertini |
Cásper Líbero |
São Paulo |
| Roberto Luiz Ravagnani Watanabe |
Rádio Boa Nova |
Guarulhos |
| Tancredo Ferreira da Silva Junior |
Rádio Excelsior AD 1350 AM |
Ibiúna |
| Tiago Filgueiras Pimentel |
Associação Eremim |
Osasco |
| Vera Maria Chutti |
EMEF Capistrano de Abreu |
São Paulo |
| Waldir José da Silva |
Rádio Atitude FM |
Francisco Morato |
Depoimentos
O que você está levando para casa desta oficina?
Anderson de Morais Santos
Rádio Comunitária Alitavi FM
Agradeço novamente por estar aqui aprendendo sobre educação. Estou terminando os estudos este ano e sei como está a educação nas escolas. Estamos aqui aprendendo e vamos tentar passar isso para os nossos ouvintes. Coisas que eu não sabia vou tentar passar para os outros locutores da Rádio Alitavi e aproveitar os espaços da nossa rádio para fazer entrevistas com professores, tentar despertar o interesse dos alunos pela escola. A Alitavi agradece o convite para participar desta oficina e esperamos ser convidados para outros encontros para discutir educação.
Cleonice Dias Pereira
Rádio Campo Limpo FM
Fiquei muito feliz com a oficina porque a gente está localizada numa região muito carente que precisa desse tipo de iniciativa. Fiquei feliz também por poder passar para nossos ouvintes informações sobre educação para que entendam um pouco mais sobre o assunto. Aqui, a gente pôde se aproximar do MEC e, com certeza, vamos ter muito o que falar sobre educação, tanto para os professores locais quanto para os alunos para que eles possam entender melhor o que é a escola. Sinto muita falta de coisas que vivi na escola há 20 anos atrás e que muitos hoje não estão vivendo. Você não vê mais feira de ciências, entre outras atividades que tínhamos. Acho que passar informação é uma maneira que a gente tem de ajudar que eles cobrem dos professores o que têm direito.
Eliane Cristina Albino
Município de Jundiaí
Estou representando o Nuno Mendes (radialista da Rádio 105 FM). Tenho certeza que as informações que estou levando dessa oficina ele vai utilizar muito. Mesmo trabalhando numa rádio comercial, o Nuno recebe muitas solicitações de rádios comunitárias que perguntam, que querem saber como as coisas funcionam. Então, tendo essas informações, ele pode passar para as pessoas, inclusive das rádios comunitárias, e , principalmente, informações sobre educação que é por onde tudo começa. Muito obrigada a todos. Espero ser convidada a participar da próxima oficina.
Flávia Pierry
Rádio Gazeta AM
Gostei muito de vir aqui, saber um pouco mais da realidade das rádios comunitárias. Gostei também da professora Ausônia. Só que eu acho que a “propaganda” do evento estava errada, porque eu esperei vir aqui para saber como rádios que tratam temas da educação como a minha rádio, deveriam agir, deveriam falar. Não foi isso que eu encontrei. Essa palestra da professora seria muito legal para os profesores que fazem o Educom (projeto da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo e Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da USP visa a capacitar alunos, professores e comunidade escolar para o uso de práticas de educomunicação através do uso do rádio). Quando vim, pensei que fosse participar de uma coisa nova do Educom, porque uma das pessoas que trabalha comigo na rádio participa desse projeto e eu acho muito interessante e gostaria mesmo de participar também. Vim, porque achei que seria como o Educom, usar o rádio como meio para a educação. Então, tudo que a professora Ausônia disse tem a ver, como falar com os alunos, qual o jeito, o objetivo, só que, no meu entender, para os professores.
Maria de Fátima Lomi
Escola Municipal de Ensino Fundamental Capistrano de Abreu
O que eu queria dizer é que desde o Educom, onde nós tínhamos uma equipe grande, tanto de professores quanto de alunos, nós vestimos a camisa das rádios comunitárias por entender que é uma coisa boa para nós, enquanto educadores e para a comunidade, porque é mais um meio de estreitar laços. O Educom é muito importante e nós temos cobrado bastante a liberação do material. Nós estamos aguardando os equipamentos da rádio que ainda não chegaram nem tem previsão de quando isso vai acontecer. Queria discordar do que a colega falou em relação à colocação da professora, porque nós professores nos apossamos dos conhecimentos de vocês do rádio e nada mais justo que vocês tenham conhecimento de causa do que é a escola, do que nós fazemos e como podemos nos ajudar. Então, é importante sim, que vocês saibam da situação das escolas, não só como espectadores, pai, mãe ou tio de algum aluno, mas que vocês conheçam a parte pedagógica e tenham como mostrar para os ouvintes como chegar na escola e exigir seus direitos. Acho sim, que a aula da professora Ausônia não foi voltada só para nós professores que temos esse conhecimento, hoje mais enriquecido, mas também vocês, que trabalham no rádio, precisam dessas informações, desses esclarecimentos, e isso tem que continuar, não só na área da educação, mas da saúde, da justiça. Acho que esse tipo de encontro tem que acontecer para que a gente possa falar com conhecimento de causa.
Helison Amadei de Barros
Rádio Conexão FM
Agradeço a todos pela receptividade. Tenho certeza que todo mundo gostou. Foi bom, foi útil. Vamos ser agentes multiplicadores na Zona Sul, pelo menos para informar a população sobre direitos, cobranças que têm que ser feitas. É isso o que uma rádio comunitária tem que fazer: abrir espaço para sua população e a Rádio Conexão já abre espaço e vai abrir muito mais, esperando sempre matérias que a OBORÉ ou outras instituições possam trazer pra gente. Vamos continuar reunindo força para que a gente possa ser reconhecida e legalizada sem ter que ficar com medo da Polícia Federal ou Anatel, se escondendo, embora a gente esteja praticando o maior ato de democracia que é falar o que sente, o que acha que é de direito. Vivemos numa área de exclusão muito grande e acho que temos o direito de passar aos governantes o que sentimos na periferia e como é a nossa vida.
Maria Inês Amarante
Rádio Sátyros
Depois de trabalhar no Nordeste e estando agora em São Paulo a minha preocupação continua a respeito dos conteúdos educativos no rádio. O que estou levando daqui são muitas coisas. Primeiro, é que estou somando com uma série de comunicadores, de radialistas, de rádios comerciais e comunitárias que também têm a mesma preocupação que eu: o resgate da função educativa do rádio, que é a minha grande batalha. Segundo, saber que existe essa possibilidade das escolas se tornarem rádios comunitárias, um sonho nosso desde 97, quando implantamos as rádio-escolas no Ceará. Vejo aqui que existe essa perspectiva nessa oficina que juntou todas essas pessoas. Uma pequena frustração é que não trabalhamos a linguagem radiofônica e as propostas de conteúdo, além das maravilhosas informações que foram dadas aqui, tanto pela Marcela quanto pela professora Ausônia. Espero que na próxima oficina a gente possa discutir mais a linguagem radiofônica que é o nosso material de trabalho.
Josmar Tadeu Inácio
Pastoral dos Migrantes
Já milito em rádio comunitária há algum tempo. Achava que era só a área da saúde que apoiava essas rádios, mas quero me congratular com o MEC, na pessoa da Marcela, porque é muito importante que se trate do tema “educação” nas rádios comunitárias. Vejo hoje, com satisfação, muitos órgãos do governo e da sociedade civil aceitarem sem discriminação as rádios comunitárias. Acho que educação não se discute só em rádio convencional, mas em rádio comunitária também.
Juraci Bispo dos Santos
Rádio Voz do Desafio (Casa de Recuperação Desafio Jovem Gospel), Suzano
Aprendemos muitas coisas boas que eu vou poder passar para os alunos da Casa de Recuperação, porque ali nós damos a oportunidade, através da rádio, deles estarem se reintegrando num novo trabalho, falando para o público. Quero agradecer ao MEC e à OBORÉ a oportunidade, porque vai valorizar o nosso trabalho e isso é muito importante pra gente. Se sentir valorizado e valorizar o ser humano naquilo que ele tem de bom, os dons que cada pessoa tem, cada um na sua área, foi o que aconteceu aqui nesse encontro. Quero agradecer muito a oportunidade.
Marcela Grace
Ministério da Educação
O que eu vou levar daqui é que foi uma surpresa muito grande pra mim a participação das rádios comunitárias. Realmente, a gente achava que não teria esse grande número de rádios comunitárias. Por ser governo federal, as rádios poderiam ter receio de se expor, mas estamos muito felizes, porque queríamos muito que vocês viessem. Quando a Ausônia vem aqui dar uma aula sobre Educação, é importante pra todo mundo, porque se eu for cobrir uma pauta de educação, eu preciso conhecer o dia a dia do professor, do aluno, do pai do aluno, então, é importante ter essa visão global para poder cobrir bem o assunto. Os esclarecimentos da professora Ausônia foram muito importantes por isso. O que estou levando da oficina é que muitas pessoas vão ajudar a dar voz a esses grandes sujeitos da Educação, que não é o ministro da Educação, o presidente da República, mas quem está em sala de aula, os pais, a associação de pais e mestres, o conselho escolar. Então, é isso o que estou levando, saber que podemos contar com a participação das rádios comunitárias e que o nosso trabalho não foi em vão.
Marlene Maria de Lima
Rádio Stereo Sul
Acordei às seis horas da manhã. Isso é horrível, não estou preparada geneticamente para acordar tão cedo (meu programa começa ao meio-dia). Estou meio “desnorteadinha”, mas tem três coisas claras no meio de todo esse desnorteio. Hoje, Ausônia, enfim, estou alfabetizada. Obrigada, obrigada, obrigada. E Marcela, é a primeira vez na minha vida que eu consigo olhar para a sigla MEC e ver uma pessoa, é a tua cara, obrigada pela tradução. E Sergio, obrigada por ter escutado as menores coisas. Ouviu tudo, absolutamente tudo e respondeu tudo. Obrigada pelo exemplo do Saramago, da criança embaixo da árvore. Obrigada por ter escutado tudo e por ter respondido tudo. Muito obrigada OBORÉ, pelo carinho, pela oportunidade. Eu fiquei morrendo de medo de não ter a grade de programação aprovada. Aprendi um pouquinho com cada um de vocês, acreditem. Não tenho a menor dúvida disso. Obrigada às rádios comunitárias pela luta e pela nossa briga.
Carlos Cezar Silva Damasceno
Rádio Comunitária Campo Limpo FM
Boa tarde a todos vocês. Queria agradecer ao MEC , Marcela, parabéns pela iniciativa. Leve o abraço das rádios comunitárias ao pessoal do MEC. Parabéns também ao pessoal da OBORÉ. É muito gratificante sair daqui e poder levar para a nossa grande periferia, o conhecimento para dividir com nosso povo, na nossa linguagem, o que nós aprendemos aqui. Com certeza, a Campo Limpo FM, o programa “Estilo Livre” vai multiplicar tudo isso que vocês passaram para nós, no decorrer do dia.
Roberto Luiz Ravagnani Watanabe
Rádio Comunitária Boa Nova
Vou dizer que fui surpreendido com o trabalho, mas do ponto de vista positivo. Talvez alguém tenha esperado levar material para tocar na rádio, mas eu estou levando mais do que isso. Primeiro, quando chegamos aqui, fomos convidados para pensar. Acredito que o que falta muito no Brasil é que as pessoas reflitam sobre o que está acontecendo. Às vezes, a gente que trabalha com comunicação, com rádio, acaba tendo um ponto de vista único sobre o assunto. A gente só sabe falar que a educação vai mal das pernas e precisa melhorar, mas nunca trazemos uma receita concreta de como melhorar. É um pouco disso que estou levando. Não basta saber que a cabeça está doendo, mas dar o remédio que cura a dor de cabeça. Se não der certo, a gente vai atrás de outro. Eu estou levando uma receita que se não curar vai amenizar. Se o poder público dormiu por um lado, por outro, sabemos que teve gente, como a professora Ausônia, lutando o tempo todo a favor da educação. Parabéns a todos e agradeço muito a oportunidade.